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P: QUANTOS QUILOS VOU EMAGRECER COM A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL?
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· R: Sendo
uma cirurgia que retira determinada quantidade de pele e gordura, evidentemente
haverá uma redução no peso corporal, que varia
de acordo com o volume do abdome de cada paciente. Não são,
entretanto, os quilos retirados que definirão o resultado
estético, mas sim as proporções que o abdome mantenha
com o restante do tronco e os membros. Paradoxalmente, os abdomes que
apresentam melhores resultados estéticos são justamente
aqueles em que se fazem as menores retiradas. Assim é que a maioria
das mulheres apresentam certa flacidez do abdome após
1 ou vários partos, com predominância de pele sobre a quantidade
de gordura localizada na região. Estes casos nos permitem excelentes
resultados. Em outros casos, em que o paciente está com o peso
acima do normal, o resultado também será compensatório
e proporcional ao restante do corpo; entretanto, vale a pena lembrar
que excesso de gordura em outras regiões vizinhas
do abdome ainda existirão, o que nos leva a aconselhar àquelas
que assim se apresentem a prosseguir com um tratamento clínico
ou fisioterápico, para equilibrar as diversas partes entre si.
| ·
P: A CIRURGIA DO ABDOME DEIXA CICATRIZ MUITO VISÍVEL? |
· R: A cicatriz
resultante de uma dermolipecitomia localiza-se horizontalmente logo
acima da implantação dos pelos pubianos, prolongando-se
lateralmente em maior ou menor extensão, dependendo do volume
do abdome a ser corrigido. Esta cicatriz é planejada para ficar
disfarçada sob as roupas de banho (há casos, mesmo em
que a própria tanga poderá ser usada), e infalivelmente
passará por vários períodos de evolução,
como se segue:
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P: EM QUANTO TEMPO ATINGIREI O RESULTADO DEFINITIVO? |
· R: Na resposta
anterior foram feitas algumas ponderações sobre a evolução
da cicatriz. Entretanto, resta ainda acrescentar algumas observações
sobre o novo abdome, no que tange à sua consistência, sensibilidade,
volume, etc.
1- Nos primeiros
meses, o abdome apresenta uma insensibilidade relativa, além
de estar sujeito a períodos de inchaço, que
regride espontaneamente.
2- Nesta fase, poderá
ficar com aspecto de esticado ou plano. Com
o decorrer dos meses, tendo-se iniciado os exercícios orientados
para modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo.
Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultado, antes de
12 a 18 meses de pós-operatórios.
| ·
P: É VERDADE QUE SERÁ FEITO UM NOVO UMBIGO? |
· R: Não.
O seu próprio umbigo será transplantado e, se necessário,
remodelado. Deve-se levar em conta que, circundando o umbigo existirá
uma cicatriz que sofrerá a mesma evolução da cicatriz
inferior (descrita no item no. 02). Várias técnicas existem
para a reimplantação do umbigo. Todas elas são
passíveis de futuras revisões cirúrgicas, caso
venha a ser necessário. Isto acontece em decorrência da
anomalia na evolução cicatricial de certas pacientes,
e é passível de correção, mediante uma pequena
cirurgia sob anestesia local, após alguns meses.
| ·
P: A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL CORRIGE AQUELE EXCESSO DE GORDURA
SOBRE A REGIÃO DO ESTÔMAGO? |
· R: Nem
sempre. Isto depende do seu tipo de tronco (conjunto tórax +
abdome). Se ele for do tipo curto, dificilmente será corrigido.
Sendo do tipo longo, o resultado será mais favorável.
Também tem grande importância, sob este aspecto, a espessura
do panículo adiposo (espessura da gordura) que reveste essa área
do corpo.
| ·
P: QUAL O TIPO DE MAIÔ QUE PODEREI USAR, APÓS A CIRURGIA?
|
· R: O tipo
de maiô dependerá exclusivamente de seu próprio
manequim. É claro que os decotes inferiores mais "generosos"
(tangas) ficarão por conta dos casos em que os resultados sejam
mais naturais . Lembre-se que o bisturi do cirurgião apenas aprimora
suas próprias formas, que poderão ser melhoradas ainda
mais, com cuidados de uma esteticista ou fisioterapeuta, desde que se
associe estes tratamentos complementares logo nas primeiras semanas
após a cirurgia.
| ·
P: PODEREI TER FILHOS FUTURAMENTE? O RESULTADO NÃO FICARÁ
PREJUDICADO? |
· R: O seu
médico ginecologista lhe dirá da conveniência ou
não de nova gravidez. Quanto ao resultado, poderá ser
preservado, desde que na nova gestação seu peso seja controlado
por aquele especialista. Aconselhamos entretanto, que tenha todos os
filhos programados antes de se submeter a uma dermolipectomia abdominal.
| ·
P: OUVI DIZER QUE O PÓS-OPERATÓRIO DA DERMOLIPECTOMIA
ABDOMINAL É MUITO DOLOROSO. É VERDADE? |
· R: Não.
Uma dermolipectomia de evolução normal não deve
apresentar dor. O que existe é um grande equívoco por
parte de certas pacientes, que são operadas simultaneamente de
cirurgias ginecológicas associadas à dermolipectomia e
relatam por isso, dores pós-operatórias. Nem todos os
cirurgiões costumam recomendar esta associação
de cirurgias, por constituírem certo risco operatório,
além de apresentam inconvenientes como dores e resultados menos
favoráveis.
| ·
P: HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO? |
· R: Raramente
a cirurgia de dermolipectomia traz sérias complicações,
desde que realizada dentro de critérios técnicos. Isto
se deve ao fato de se preparar convenientemente cada paciente para o
ato operatório, além de ponderarmos sobre a conveniência
de associação desta cirurgia simultaneamente a outras.
O perigo não é maior nem menor que uma viagem de avião
ou de automóvel, ou mesmo o simples atravessar de uma rua.
| ·
P: QUE TIPO DE ANESTESIA É UTILIZADA PARA ESTA OPERAÇÃO?
|
· R: Anestesia
geral ou peridural. Alguns cirurgiões estão empregando
até mesmo a anestesia local sob sedação, em casos
especiais.
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P: QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO? |
· R: Em média
90 a 120 minutos. Este período poderá ser prolongado,
se o caso demandar. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não
deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no
ambiente de Centro Cirúrgico, pois, esta permanência envolve
também o período de preparação anestésica
e recuperação pós-operatória. Seu médico
poderá lhe informar quanto ao tempo total.
| ·
P: QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO? |
· R: De 1
a 3 dias (evolução normal).
| ·
P: SÃO UTILIZADOS CURATIVOS? |
· R: Sim.
Curativos especiais, trocados periódicamente pela equipe do cirurgião.
| ·
P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS? |
· R: A retirada
dos pontos poderá ser iniciada em torno do 8o. dia, devendo ser
feita de maneira seletiva, nos dias que se seguem. Raramente a retirada
total passa de 2 semanas..
| ·
P: QUANDO PODEREI TOMAR BANHO COMPLETO? |
· R: Geralmente
após 3 dias.
| ·
P: QUAL A EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRlA? |
· R: V. Não
deve se esquecer que, até que se consiga atingir o resultado
almejado, diversas fases são características deste tipo
de cirurgia. Assim é que, no item 02, foi-lhe informado sobre
a evolução cicatricial (até o 18º mês).
No item 03, sobre a evolução da forma do abdome, bem como
a sensibilidade, consistência, etc. Entretanto, poderá
lhe ocorrer alguma preocupação no sentido de desejar
atingir o resultado final antes do tempo previsto. Seja paciente
pois seu organismo se encarregará de dissipar todos os pequenos
transtornos intermediários que, infalivelmente chamarão
a atenção de alguma de alguma pessoa que não se
furtará à observação: //SERÁ
QUE ISTO VAI DESAPARECER MESMO?//- É evidente que toda
e qualquer preocupação de sua parte deverá ser
a nós transmitida. Daremos os esclarecimentos necessários,
para sua tranqüilidade. Em tempo: Em algumas pacientes, ocorre
uma certa ansiedade nesta fase, decorrente do aspecto transitório
(edema, insensibilidade, aspecto cicatricial, etc.). Isto é passageiro
e geralmente reflete o desejo de se atingir o resultado final o quanto
antes. Lembre-se que nenhum resultado de cirurgia do abdome deverá
ser considerado como definitivo antes dos 12 aos 18 meses. Em caso de
pacientes muito obesas, poderá ocorrer, após o 8o. dia,
a eliminação de razoável quantidade de líquido
amarelado por um ou mais pontos da cicatriz. Este fenômeno
nada mais é do que o transudamento cirúrgico e a liquefação
da gordura residual próxima à área da cicatriz
que está sendo eliminada, sem que isso venha a se constituir
como complicação. Existem recursos para evitar que esse
vazamento venha a lhe ocorrer em situações inoportunas.
| RECOMENDAÇÕES
SOBRE A CIRURGIA DE DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL |
A) RECOMENDAÇÕES
PRÉ-OPERATÓRIAS: